O ano era 2008, a sensação
era uma mistura de angústia, vazio, tristeza e cansaço mental... Sentia que
estava sozinha, presa naquele limbo no qual a doença me prendia até que então
ma escola conheci uma pessoa que se sentia da mesma forma que eu, bom, pelo
menos isso era o que ela afirmava apesar de odiar a ideia de que outras pessoas
também viviam um inferno como eu, ao saber que outra pessoa compartilhava dessa
guerra constante, acabei não sentindo mais só como antes, naquele momento achei
por 1 minuto que eu não estava mais sozinha nisso!
A sensação de tê-la ao meu
lado me cegou a ponto de aceitar cometer suicídio com a sua ajuda, pois as
tentativas anteriores não foram bem sucedidas, mas pensei que agora seria
diferente, pois ela estaria lá para ajudar a fazer dar certo.
Quando eu achei que
finalmente isso tudo acabaria e ao abrir meus olhos eu j´[a não estaria mais
aqui a vida me mostrou que me queria e a morte jamais iria conseguir me roubar.
Lembro que acordei na UTI e lá fiquei por 5 dias, foram os piores dias da minha
vida, ouvi coisas lá que me machucavam cada vez mais, fui tratada como um
animal de zoológico sendo observada e analisada por pessoas aleatórias, então
quando saí de lá demorei meses para me recuperar, reaprendi a falar, a andar, a
comer, a respirar, reaprendi a Viver!
Hoje estamos aqui, em 2019 e
tenho orgulho de dizer que apesar de tudo que já aconteceu, eu ainda estou
lutando e a cada minuto que se passa estou vencendo...
































