sábado, 31 de agosto de 2019

Quase morri afogado


Quando eu tinha seis anos de idade me lembro de que fui com minha família para a praia, era mais uma viajem normal até que resolvi entrar no mar e devagar fui sendo puxado para dentro dele, minha mãe me avisou para tomar cuidado, ela e toda minha família estavam na areia, mesmo com ela me avisando eu não percebi que a correnteza me levava.



Fui pego de surpresa quando uma grande onda veio e nos puxou para o fundo do mar, eu me afoguei, comecei a gritar pedindo socorro, me desesperei, a voz não saia de tanta água que havia engolido, bati com as mãos e pés até que fui socorrido por uma mulher que estava por perto, o mais estranho é que ela não estava ali minutos antes, será que era um anjo?

Só sei que tudo acabou bem, voltei para a areia e não entrei mais no mar naquele dia.

Perdi minha mãe para o Câncer


Cresci muito apegado a minha mãe, ela era tudo pra mim, ainda é, mas não a tenho mais por perto, escrevo essas linhas com os olhos cheios de lágrimas, estou com treze anos e ano passado perdi minha mãe, a perdi para o câncer, confesso que não estava preparado para tal fato, acho que nunca estaria, ninguém nunca está, o que me resta hoje é guardar as melhores recordações dela, sinto que ela ainda está comigo, todos os dias, sorrindo para mim, mas mesmo assim a saudade é imensa.



Meu sonho é ser um jogador de futebol ou advogado, vou me esforçar para conseguir me tornar um dos dois.

Sofrendo um assalto que marcou


Me lembro de estar na frente de uma loja de roupas com minha mãe, com seis anos de idade, e de repente fomos abordados por dois bandidos armados, eles estavam muito agressivos, gritaram, foram violentos com minha mãe e eu presenciando tudo.



Minha mãe se mantinha calma, pedia pelo amor de Deus que não fizessem nada comigo, os ladrões puxaram a bolsa dela, pegaram o celular que ela segurava e ameaçaram atirar em nós, ela se ajoelhou e implorou para que não fizessem nada... Me lembro de ver minha mãe dizendo para que não atirasse nela, pois eu como filho e ter apenas seis anos de idade não merecia ver aquela cena...

Os dois levaram a bolsa e o celular e foram embora, ficamos bem e fomos socorridos em seguida. Lembro-me daquele dia como se fosse hoje.

Resolvi seguir sorrindo...


Minha vida iniciou bem legal, eu sempre sorria, brincava, sempre fui muito amado pelos meus pais, mas infelizmente com seis anos de idade meu avô se partiu e esse dia foi exatamente o pior dia da minha vida, pois eu adorava meu vô, ele era meu segundo pai, companheiro, amigo, conselheiro, me ajudava sempre em tudo, mas infelizmente tive que vivenciar esse episódio triste e fui obrigado a conviver e superar isso.



O tempo passou e eu consegui assimilar meu aquela perda, guardando boas recordações dele, me lembro dele sempre sorrindo e me alegrando e é justamente isso que faço hoje em dia, ao menos tento: estar sempre sorrindo e alegrando as pessoas ao meu redor.

Conversava muito com ele sobre basquete, ele via os jogos comigo pela Tv, aliás, esse é meu sonhos: ser um jogador profissional de basquete e jogar na NBA.

O Futuro Piloto de ‘Motovelocidade’


Eu moro com a minha vó porque meu pai e minha mãe não têm condições financeiras de cuidarem de mim, não os vejo desde os meus dois anos de idade, sinto falta do carinho de pai e mar, porém minha vó não me deixa faltar nada, nem carinho, atenção e amor, nem coisas matérias, eu a amo.



Gosto muito de jogar bola com meus amigos, valorizo muito minha amizades, mas apesar do futebol meu sonho mesmo é ser piloto de 'motovelocidade', gosto muito de assistir as corridas pela TV, e adoro a adrenalina da alta velocidade, sonho em ser campeão de todos os torneios de moto e ser reconhecido por essas conquistas mundialmente.

No final de minha vida gostaria de ir morar na Grécia, penso que lá seja um lugar pacato e tranqüilo ótimo para descansar.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Jurada de morte pela doença na cabeça


Morei em uma casa com um campo de futebol gigante com um patrão mão de vaca, morei também no “fim do mundo” com um patrão alcoólatra que tinha um porco de estimação e depois fui morar em uma chácara bem mais perto do centro da cidade.



Quando eu nasci foi descoberto que eu tinha uma doença em minha cabeça, ela me colocava em risco de vida e mesmo se eu sobrevivesse ainda tinha risco dessa doença me deixar sem os movimentos das mãos e das pernas, ou seja; eu iria ficar quase como um vegetal, mas por um milagre de Deus eu sobrevivi, sem nenhum sequela da doença.

Aceitei Jesus depois de receber esse milagre, me converti e sigo firme na igreja e nas ações cristãs, as tentações existem, mas sigo firme, depois disso passei a orar mais, a agradecer mais, a me importar com as pessoas gostando ou não gostando delas, tento a medida do possível demonstrar meu amor incondicional pelas pessoas.

A dor da partida, da distância entre pai e filho



Eu não morava no Estado de São Paulo, estava na escola, me lembro desse dia quando meu pai foi me buscar no final da aula e me deu a notícia que iria ter de mudar de Estado por conta do trabalho, me disse que iria ter que morar sem nós, que iria ficar longe de mim até as coisas se estabilizarem... Foi uma bomba, o pior dia da minha vida!



Chorei muito na despedida e num período de cerca de quatro anos ele retornava me visitar um fim de semana por ano, por conta da agenda dele e dos gastos da viagem longa. Foi um período duro, muito difícil onde aprendi e amadureci muito, criando minhas responsabilidades.

Assim como nada dura para sempre, nossa saudade também teve uma solução, o telefone tocou certa manhã, era meu pai me dizendo que conseguiu se estabilizar e que era para irmos morar com ele. Foi o dia mais feliz da minha vida.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Sobre o racismo


Eu sou um garoto comum como qualquer outro garoto, mas haviam pessoas que não gostavam de mim simplesmente pelo fato de eu ser negro.

Na hora em que percebia o preconceito eu ficava muito chateado com isso, as pessoas faziam muitas piadas de mal gosto, como por exemplo: “-  sua cor é igual a da minha caneta; preta...”, quando eu ouvia isso meu mundo desabava, chorava horas e horas sem ninguém ver, não conseguia dormir nem comer, no fundo eu não tinha vontade de viver.



Depois de um bom tempo coloquei um chega com isso e decidi desabafar com algumas pessoas até convencerem essas pessoas preconceituosas a pararem com isso. Fiquei muito feliz com o resultado, porém sei também que em algum momento ainda irei sofrer com isso e por minha etnia.

Hoje em dia sou muito satisfeito e feliz com minha cor e aparência e espero que você que também sofre com esse tipo de preconceito ou com qualquer tipo possa superar, possa se tornar mais forte e maior que tudo isso!

Um bobagem chamada de Depressão


Foram três anos, três anos sofrendo com depressão, três anos ouvindo de diversas pessoas que aquilo era bobagem, que era uma fase, que jájá vai passar... Como algo considerado simples dura tanto tempo?



Como aquela ‘bobagem’, como chamavam as pessoas, se arrastou por três anos? Enfim, depois de muita luta e persistência, apoio de família e amigos verdadeiros eu tenho orgulho de contar que estou muito feliz por ter superado e por ter enfrentado tudo isso de cabeça erguida e ter superado a depressão.

Erga sua cabeça, você também vai conseguir, não desista!

O medo da Solidão


Já faz algum tempo que um caso bem traumático aconteceu comigo. Eu estudava no nono ano e minha mãe havia recém se recuperada de uma fratura no braço e voltou a trabalhar.

A minha irmã passava o dia todo no serviço e quando a minha mãe voltou a trabalhar eu ficava sozinho em casa e durante esse período de um mês eu tive uma crise de pânico, onde eu não conseguia ficar sozinho que já começava a chorar muito.



Durante todo aquele período eu não podia comer nada, pois tudo o que eu comia eu vomitava.

Enfim, foi um período bem traumático, mas como tudo nessa vida passa, aqui estou eu mais forte e fortalecido por ter superado aquele trauma. Confia que tudo passa.

Obs: hoje em dia rezo para ter um tempo sozinho em casa, irônico não é mesmo?!


A grande Família


A história da minha vida é um pouquinho complicada, por exemplo; eu tenho duas mães e não conheço meu pai, ah eu também tenho oito irmãos, apenas eu de menina (pelo menos é o que eu sei).

Quando eu tinha dois anos e meio de idade fui adotada por uma família maravilhosa, pois minha mãe biológica não tinha condições de me criar, devido a alguns problemas de cabeça que ela sofria.



Fui adotada pela minha prima, então minha mão adotiva é minha prima, porque ela é filha da irmã da minha mãe de sangue.

Minha mãe biológica teve oito filhos, como eu já citei a cima, porém nem todos conhecem o pai, assim como eu e todos foram adotados por uma família muito boa.

No começo foi complicado eu entender toda essa relação familiar, me sentia até meio deslocada, estranha em comparação com as famílias tradicionais, mas enfim, agora estou muito bem e feliz, inclusive até vejo minha mãe biológica quando ela resolve vir me visitar.

Sobre o medo e a insegurança


 Consegui superar meu medo de ficar sozinha, medo de não conseguir sair dos meus problemas, medo da minha ansiedade. Não vou dizer que superei 100% porque ainda me sinto insegura, com medo, pois toda vez que acho que consegui superar de vez, passam-se dois ou três dias e o medo e a insegurança sufocante voltam!



Às vezes me olho no espelho e penso como fui forte e capaz de passar por tudo!

A gente acha que o melhor é desistir de tudo mas não é. A vida é feita de altos e baixos e passar por tais momentos é essencial para nosso crescimento. Devemos continuar nossa caminhada por mais que esteja difícil, dizem que temos um propósito e que Deus tem algo de bom para nós; então não deixe que seus medos e inseguranças tirem seu sorriso e lhe prive de cultivar e viver seus sonhos.

Se eu estou sendo forte e estou conseguindo superar, você também consegue. Basta acreditar em você mesmo(a).

Sofria assédio do próprio padrasto...


Há quatro anos eu estava sofrendo assédio pelo meu ex-padrasto e minha mãe não sabia, porém, também tinha medo de contar que ele fizesse alguma coisa de ruim comigo e com minha família.

No meu aniversário de quinze anos meu avô, meu tio e minha tia descobriram, nisso fui para a delegacia fazer o boletim de ocorrência e até hoje só fui para prestar depoimento e mais nada.



Depois disso fiquei mal emocionalmente, passei dez dias no hospital tomando antidepressivos porque tente me suicidar, mas no final deu tudo certo, sempre dá.

Hoje eu estou muito melhor, estou superando tudo isso junto com a minha família e não quero passar por isso de novo nunca mais, não desejo para ninguém. Recomendo que sempre que forem assediadas comuniquem algum responsável ou autoridade.

Da Depressão e tentativa de suicídio até conseguir me reerguer...


Vou partilhar com você, querido leitor, como superei minha depressão. Bem, aos quatorze anos eu fui diagnosticado com depressão pelo fato de sofrer bullying e ser muito excluído pelos amigos.

O tempo foi passando e fui piorando, comecei a me cortar, nesse período meus pais abriram um comércio e ficaram muito estressados, descontando todo o stress em mim, nós brigávamos muito.



Com meus dezesseis anos tive o primeiro namorado, ele era totalmente abusivo, me forçava a fazer coisas sexuais e quando não quis transar com ele, ele terminou comigo.

Fiquei arrasada, juntou com o abandono dos amigos, as brigas em casa, a questão financeira e o bullying que não acabava mais... Tudo isso me levou a tentar um suicídio. Fiquei internada, depois comecei a fazer terapia e a tomar remédios. Logo arrumei outro namorado, ele é incrível, estou com ele até hoje, meus pais decidiram fechar o comércio para estarem menos estressados e mais presentes em minha vida, além disso se reuniram com os professores da escola para acabarem com as manifestações de bullying para comigo.

Hoje digo com muito orgulho que consegui superar a depressão, ainda carrego em mim as marcas da tentativa de suicídio, porém elas são parte da minha história de superação.
 Se você passa por alguém semelhante, acredite, isso vai passar, tudo ficará bem!

Sofri vendo minha mãe no alcoolismo... Hoje superamos isso juntas!


Em 2017 eu vivi uma das piores fases da minha vida, vi a pessoa que eu mais amo se entregar no vício do álcool e entrar numa depressão. Essa pessoa foi a minha mãe.
Como sou a filha mais velha, tive que assumir uma baita de uma responsabilidade amadurecida da pior maneira: no sofrimento!

Tudo começou com uma dose há cerca de seis anos atrás, mas com o passar do tempo essa dose fora aumentando e junto dela minha mãe foi perdendo a vontade de viver. Só fomos perceber que isso estava acontecendo, que minha mãe realmente estava numa depressão quando ela começou a se isolar, ela não saía mais de casa, não sorria, não se alimentava nem me abraçava mais e lhe digo com toda sinceridade: não tem coisa pior no mundo do que ouvir sua mãe dizendo que não que mais viver, que a vida dela não tem mais sentido e você não poder fazer nada para ajudar, para amenizar aquilo...



Outra coisa que é horrível é você ouvir: “esquece que você é minha filha”;e foi essa frase que eu ouvi minha mãe me dizendo quando eu fui jogar a garrafa de cachaça dela no lixo, ela disse na minha cara que preferia aquilo do que eu. Doeu? Doeu, e dou muito! Porém sei que aquela pessoa que falou aquilo comigo não era minha mãe na essência, em sã consciência. Eu sabia que minha mãe não iria desistir tão fácil e ela não desistiu, muito menos eu desisti dela, continuei a motivando, dia após dia; tive muita fé em Deus e em Nossa Senhora Aparecida, tive muita fé... Aquela fase demorou muito, parecia não ter mais fim, mas ela finalmente passou, minha mãe começou a sair do quarto, parou de chorar, voltou a me abraçar, minha mão finalmente havia se recuperado!

Deus nos deus forças para vencer e vencemos. Por mais difícil que seja o seu problema, nunca abaixe a cabeça,lembre-se que tudo nessa vida são fases e fases sempre passam, independente da sua crença. Tudo vai passar, não desista!


segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Superando as terríveis crises de Asma

Me lembro de um acontecimento de quando eu era pequena, eu devia ter uns 5, 6 anos, mas nessa época eu comecei a sofrer de problemas respiratórios, eu tinha bronquite asmática e ia direto para o hospital por conta disso.




Uma vez eu passei tão mal que eu não conseguia respirar de jeito nenhum até que meu pai correu comigo para o hospital e quando chegamos lá eu estava desmaiada. Logo fui atendida, tomei alguma medicação direto na veia para voltar a consciência e a respirar...Deu tudo certo!

Depois disso eu iniciei um tratamento para respirar melhor e hoje em dia respiro super bem, não tenho mais crises como tinha antigamente, vivo super feliz e dou valor ao ar e ao meu pulmão!


Autoria: Aluno(a) do Ensino Médio - Anônimo

Quando você não tem apoio... Resta fazer por você mesmo!

Me recorde de uma época em que minha família sempre me colocava para baixo, dizendo que eu não era capaz e tudo o que eu iria fazer não iria dar certo, então fiz de tudo para isso não me afetar nem colocar para baixo.

O tempo passou, mostrei para mim e para eles que sou capaz, eu superei e me superei e eles viram, mas eu não fiz isso para que eles vissem e sim para mim.



Isso pode não parecer ser grande coisa, mas para mim foi, portanto não ligue para o que os outros falam... Faça por você e não pelos outros, mostre a você mesmo que você é capaz, seja o próprio motivo da sua felicidade!

Nunca desista dos seus sonhos e não espere nada de mão beijada, muito menos apoio, faça por você, corra atrás.

Autoria: Aluno(a) do Ensino Médio - Anônimo

O acidente e o amor pela dança

Há uns 4 anos atrás eu sofri um acidente de carro e de 3 pessoas que estavam comigo apenas eu sobrevivi, quebrei meu braço e fraturei a perna.

Os médicos disseram que mesmo com fisioterapias eu não voltaria mais a andar.



Porém depois de meses internada orando e confiando eu voltei lentamente a andar e mais um tempo me recuperando pude voltar a fazer o que eu amo: dançar!

Autoria: Aluno(a) do Ensino Médio - Anônimo

O sonho de ser policial e fazer a diferença na sociedade


Por que a Polícia?

Por que segurar uma arma e correr riscos todos os dias? Diversão? Burrice? Amor?

Para mim sãos essas três coisas, é meu desejo, talvez outros não aprovem, mas para alguém como eu, que procura se manter focado todos os dias para não perder o equilíbrio da vida e de si mesmo é essencial para manter o controle das emoções que em mim existem.



Na minha vida passei por muitas situações que me senti impotente, insignificante, pequeno(algo me diz que eu realmente era...), mas não para sempre! Eram momentos em que eu pensei: "- Talvez me tornando um bandido eu resolveria logo isso com maior facilidade, talvez policial eu demorasse muito mais tempo, porém sempre com a honra intacta, de fazer o certo...!" e é isso que quero, ser policial.

Sendo policial estarei me esforçando ao máximo para proteger as pessoas, amenizando o medo e trazendo mais segurança para todos.

Espero que meus filhos não cresçam em meio a uma guerra como eu, espero que cresçam bem, sonhando e vivendo dia a dia, espero dar orgulho à eles com minha honra e profissão deixando-os se for preciso em nome da profissão, do meu sonho.

Autoria: Aluno(a) do Ensino Médio - Anônimo

O Sonho de me tornar um Psicóloga e ajudar o próximo


Todo mundo pergunta o por que fazer psicologia, da onde vem esse meu interesse profissional?!

Isso vem de muito tempo atrás quando via minha mãe com depressão e sofrendo por muitas coisas e não podia ajudá-la pois não tinha conhecimento.

Vem de uma amiga virtual que vim a conhecer e logo depois se suicidou pela depressão e alguns problemas familiares (como o estupro do padastro...).



Veio por conviver com pessoas escrotas que põem rótulos e falam mal do outro por não ter determinado aparelho celular, ou carro, ou roupa da moda...

Acho que sendo eu uma psicóloga não irei mudar o mundo, mas vou conseguir compreender pelo menos 1% da cabeça complicada, por vezes idiota, deprimente e ideológica do ser humano.

Espero ajudar muitas pessoas e acabar com a hipocrisia dos que acham que fazer bullying é engraçado ou que acham que depressão é brincadeira ou frescura de quem não tem nada para fazer.

Autoria: Aluno(a) do Ensino Médio - Anônimo



sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Homossexualidade no lar

Quando meu amigo assumiu para a família que era homossexual ele foi oprimido por um tempo, até que a mãe começou a se mutilar porque acreditava que era um erro dela o fato de ela ter um filho "gay", acreditava que ela havia errado em alguma coisa então ela ficou internada  por um período até ela entender que ele havia nascido assim e que isso não era um pecado.



Depois de um tempo ela começou a tratar o filho normal e fazer com que outras mães ou pais aceitem os seus filhos pelo que são e não os vejam com olhos preconceituosos.

Um empurrão motivador

Eu gosto muito de ajudar as pessoa e de vez em quando aparecem algumas pessoas tristes e depressivas com a vida. Eu falo para me contar o que está sentindo aí ela conta tudo... O que eu mais ouço das pessoas é que elas são julgadas, mas por que será? Por que as pessoas julgam sem se conhecer a dor do outro?



Se as pessoas se preocupassem mais com o outro, o mundo não estaria assim, falta amor, carinho, atenção, interesse, respeito pelo próximo. A beleza um dia acaba não é porque a sociedade impõe um padrão de beleza que você não é, porque você é, cada um tem sua beleza, não se deve ligar para a opinião dos outros.

As pessoas re julgam porque acham que fazer isso vai fazer se sentir melhor, mas não vai. Isso é o que eu falo: seja feliz, a vida é muito curta pra você ligar pra opinião dos outros. A vida se torna difícil se você não se arrisca, arrisque, caso contrário você nunca vai conseguir aproveitar o que ela tem a oferecer.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Crises de Ansiedade


Com meus quatorze/ quinze anos eu comecei a ter crises de ansiedade, eu chorava do nada, podia até estar feliz, mas de repente começava a chorar, minha mãe achava frescura, alias; todos sempre acharam que fosse frescura.


Me levaram em um médico para ver o por que disso, e descobriram que realmente se tratava de um problema, tive que tomar remédios e tudo mais...

Hoje estou bem melhor, já consigo controlar minha ansiedade sem remédio, só conversando com alguém ou andando para aliviar um pouco a cabeça

Sobre Acolher...


Na época em que essa história aconteceu eu morava em cima da casa e minha tia na casa de baixo da minha.

O problema começou quando ela disse  que tinha adotado um gato sendo que ela é uma pessoa com mania de limpeza e fica brava com qualquer sujeira além de nunca ter gostado muito de animais, ou seja; só adotou porque sua filha queria.

Quando o filhote chegou, tudo era incrível, mas conforme o tempo foi passando ela fazia várias reclamações de que o gato fazia sujeira em lugares que não devia e nele batia por esse motivo.



Eu consegui ver o gato poucas vezes, ele ficou arisco e medroso sempre se escondendo em baixo da cama.

Um dia minha tia estava muito brava e disse que iria doar o gato o mais rápido possível, pois já não agüentava mais tanta sujeira. Meu pai disse que ele ficaria com o bichano, pois o achava muito bonito, já que era mestiço de siamês.

Quando o pegamos ele estava com infecção no ouvido devido a friagem que fazia de baixo da cama, o levamos no veterinário até que melhorou. O tempo passou e ele logo se adaptou comigo e com o meu pai, sempre fazendo as necessidades no devido lugar. Ele está firme e forte, gordinho e bem alimentado.

Do caos a Paz...


Conheci um rapaz e com o passar do tempo nos tornamos muito próximos. Certo dia nós brigamos por bobagem e logo depois fiquei sabendo que e tirou a própria vida.

O tempo passou e eu ficava remoendo aquilo, me culpando pelo que havia acontecido... Os dias passavam e a culpa só aumentava me tomando por inteiro aponto de não passar um dia sequer sem ter em mente a ideia de também me suicidar. Na época me lembro de ter arrumado um namorado para mostrar a mim mesmo e aos demais que estava tudo bem, mas não estava, era tudo tão superficial... Terminamos o namoro.



Com o tempo a dor da perda foi se tornando mais leve assim como também foi sendo extirpada a vontade de tirar minha própria vida, justamente porque agora eu tinha luz e paz !!

 Adolescente do ensino Médio.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Um cirurgia de risco no coração


Eu nasci com um sério problema no coração, não sei ao certo o nome do problema mas tem a ver com um inchaço dele que me colocava em sério risco de vida. Me recordo de passar vários anos de minha infância no hospital, fazendo vários e vários tratamentos, até passar por uma cirurgia.



O que mais me doía era ver minha mãe preocupada com toda aquela situação, após a cirurgia, mesmo com poucas chances de dar certo tive uma milagrosa recuperação e estou aqui até hoje, feliz e com saúde, dando orgulho para minha mãe.

Agradeço muito a ela pelo amor e cuidados comigo e a Deus por esse milagre.

Anônimo (Estudante do ensino médio). Valinhos/ SP.

O dia que perdi meu irmão


Estava pronto para ir para a escola quando o telefone tocou, a notícia era sobre um acidente toda a família se desesperou, fomos todos correndo para o hospital, meu pai, minha mãe e minhas irmãs. A vitima era meu irmão, que sofrera um acidente, ele ficou internado alguns dias.


Toda a família se mobilizou, orou, confiamos nos médicos, mas o pior aconteceu: a notícia do seu falecimento, só me lembro de passar um filme em minha cabeça, chorei muito, sinto muita saudades dele, ah se eu tivesse uma oportunidade de dizer o quanto o amava e ainda amo... Aquele foi o pior dia da minha vida.

Anônimo (Estudante do ensino médio). Valinhos/ SP.

Sobre uma grande amizade e o amor pelo ballet


Eu estava entediada em casa e comentei com minha mãe que gostaria de fazer um curso, alguma aula relacionada a dança, minha mãe logo me sugeriu o ballet.

Eu de início odiei a ideia, mas mesmo assim ela me levou numa aula experimental, chegando lá gostei do ambiente, das alunas, e da professora, mas ainda sim não estava satisfeita nem convencida de que iria fazer.


Foi quando vi minha prima de quem eu sou muito amiga, não desgrudo, entrando na sala; ela também iria começar a aula junto comigo, ali tudo mudou, fizemos a primeira aula e lá se vão mais de anos praticando juntas o ballet.

Me lembro de uma grande apresentação  de final de ano que fizemos para uma grande público, foi emocionante, não pensei que ia chegar até lá, mas cheguei, em parceira com minha prima, amando fazer ballet.

Anônimo (Estudante do ensino médio). Valinhos/ SP.

Sofri um assalto que deu errado


Foi um dia normal, eu estava saindo da escola e indo a pé para casa, no caminho, já estava escuro por conta do horário tardio, fui abordado por um rapaz, com uma faca na mão, ele me pediu carteira e celular e disse que se eu gritasse iria me furar.


Mantive a calma, entreguei a bolsa, carteira e o celular ao ladrão que pegou tudo e saiu correndo. O que eu não esperava aconteceu: ele tropeçou e como era uma descida, o ladrão saiu rolando longe deixando meus pertences ali perto de mim. Me apressei em pegar tudo de volta e sai correndo.

Agradeço a Deus pela proteção e por ter saído dessa sem ferimentos e com meus pertences de volta.

Anônimo (Estudante do ensino médio). Valinhos/ SP.

Revendo os julgamentos


Esse ano entrou um aluno novo em nossa sala, eu e meus amigos o achamos meio folgado, de cara fechada, pouco conversávamos com ele, mas em uma situação de trabalho em grupo, tivemos que fazer o trabalho junto com ele e à medida que o trabalho ia sendo elaborado em grupo ele se mostrou participativo, se mostrou ser um cara bacana e até sorriu.



Conclusão: eu e meus amigos revemos nosso prá-conceito sobre ele e decidimos pedir inclusive desculpas por nossa atitude soberba para com ele, Hoje somos grandes amigos.

Anônimo (Estudante do ensino médio). Valinhos/ SP.

Sobre a Superação


Esse ano o time de futebol que eu jogo disputou um campeonato em Monte Alegre do Sul, SP, fomos de ônibus, jogamos o campeonato todo empenhados, até chegarmos na final, eu estava exausto, cansado e lesionado, mal podia andar direito, mas eu falei para mim mesmo:

- Eu joguei o campeonato inteiro e não vou jogar a final, o jogo mais importante por conta dessa simples contusão? Meus amigos precisam de mim em campo!



Fui ao vestiário minutos antes do jogo e falei para o treinador que queria jogar. Ele junto do massagista conversaram e passaram uma pomada na minha panturrilha, me aqueci e entramos no jogo.

Jogo acirrado, disputado, o time se entregou ali em campo e no final apesar de vários sustos e de todas as dificuldades fomos campeões, tudo por causa da união do grupo e entrega de todos os jogadores.

Anônimo (Estudante do ensino médio). Valinhos/ SP.



“...o ato de contar histórias está sempre ligado a uma perspectiva relacional: contamos histórias uns para os outros, no sentido de estabelecer narrativas comuns que nos permitam estabelecer não apenas quem somos, mas também quem não somos” ; Gerbner.



As narrativas nos levam à percepção e entendimento de que a identidade e a diferença não são criações do mundo natural ou de um mundo transcendental, mas do mundo cultural e social em que são ativamente e constantemente produzidas. Somos nós que as fabricamos dentro de relações culturais e sociais. A identidade aqui é vista como um processo relacional, uma questão de comunicação, ou seja, é o resultado da interação de mensagens de pessoas e culturas. Dessa interação cultural, os indivíduos vão definindo sua identidade, gerando o estranhamento decorrente da interação com o “diferente” que vai ajudar o sujeito a se perceber através da alteridade. A identidade e a alteridade se tornam, assim, um arquétipo do espaço fronteiriço. E é através desses elementos que surge a diferença, tornando a fronteira um lugar de alteridade, que conquista enfoques novos, face à transformação social que sofremos pelo processo de mundialização em curso e do multiculturalismo na sociedade.

A narrativa como ato de contar histórias está também ligada à ação de partilhar algo com outras pessoas. O ato narrativo, o contar uma história, é uma maneira, também, de perceber o ato comunicacional como uma forma de encontro com o outro. Martino (2016: 46) descreve o vínculo da narrativa ao segmento social, em que o exercício de narrar “é uma vivência afetiva com o mundo que se vai narrar”, ou seja, um instrumento de vinculação que é constituído tanto por linhas cognitivas quanto afetivas, “que parece ser um dos elementos centrais de qualquer narrativa: a possibilidade de criar um vínculo com o outro a partir de uma história compartilhada não deixa de ser uma das formas de estabelecimento de uma relação com o outro”.

Texto de Aline Darzé. Mestre em Ciência da Comunicação pela FCSH.


O Blog tem como objetivo abordar a narrativa como uma experiência comunicacional, capaz de promover vínculos entre identidades e diferenças, tanto nos contextos cognitivos quanto afetivos. Esses contextos encontram-se intrínsecos na alteridade das relações entre indivíduos e suas interações culturais nas fronteiras da hostilidade e hospitalidade.

Será estudado o exemplo do projeto Guestbook Project, com o objetivo de interligar e confrontar os conceitos abordados, demonstrando o estreitamento de vínculos estético-afetivos do ato narrativo em sua relação comunicacional com a alteridade, dentro do pressuposto de que o ato de contar uma história não é apenas a ação de informar algo para alguém. O desenvolvimento do tema será conjeturado no contexto da narrativa inserida nos estudos de comunicação, no âmbito de uma hermenêutica narrativa.



A ideia surgiu após eu, em parceira com o Profº Drº Fernando Nascimento da PUC Campinas, realizarmos a aplicação do projeto inspirado no Guestbook em uma escola particular de Campinas no ano de 2016.

A partir de autores como Derrida, Ricoeur e Kearney, buscamos através da troca de Narrativas fazer com que pré-conceitos sejam amenizados e rompidos além de contribuir para relações mais harmoniosas e empáticas entre os indivíduos envolvidos. A ideia é fazer com que haja um reconhecimento entre narrativas trocadas, um reconhecimento entre Eu e o Outro.