segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Ainda estou lutando e a cada minuto que se passa estou vencendo...


O ano era 2008, a sensação era uma mistura de angústia, vazio, tristeza e cansaço mental... Sentia que estava sozinha, presa naquele limbo no qual a doença me prendia até que então ma escola conheci uma pessoa que se sentia da mesma forma que eu, bom, pelo menos isso era o que ela afirmava apesar de odiar a ideia de que outras pessoas também viviam um inferno como eu, ao saber que outra pessoa compartilhava dessa guerra constante, acabei não sentindo mais só como antes, naquele momento achei por 1 minuto que eu não estava mais sozinha nisso!



A sensação de tê-la ao meu lado me cegou a ponto de aceitar cometer suicídio com a sua ajuda, pois as tentativas anteriores não foram bem sucedidas, mas pensei que agora seria diferente, pois ela estaria lá para ajudar a fazer dar certo.

Quando eu achei que finalmente isso tudo acabaria e ao abrir meus olhos eu j´[a não estaria mais aqui a vida me mostrou que me queria e a morte jamais iria conseguir me roubar. Lembro que acordei na UTI e lá fiquei por 5 dias, foram os piores dias da minha vida, ouvi coisas lá que me machucavam cada vez mais, fui tratada como um animal de zoológico sendo observada e analisada por pessoas aleatórias, então quando saí de lá demorei meses para me recuperar, reaprendi a falar, a andar, a comer, a respirar, reaprendi a Viver!

Hoje estamos aqui, em 2019 e tenho orgulho de dizer que apesar de tudo que já aconteceu, eu ainda estou lutando e a cada minuto que se passa estou vencendo...

domingo, 15 de setembro de 2019

Trocaria qualquer festa de aniversario para ter meu vô de volta


O ano era 2007, faltava um dia para o meu aniversário, já estava tudo comprado, estávamos: eu, minha mãe e meu pai assistindo TV na sala até que o telefone toca.
Quando meu pai atende ele fica branco e paralisado, em seguida começa a chorar, o motivo: o falecimento do meu vô.

Arrumamos as malas e fomos até o destino em que meu avô se encontrava, foram 4 horas de viajem e eu passei ela toda ouvindo minha mãe avisando a todos os convidados da minha festa que iria ser cancelada e explicando o motivo.



Durante 5 anos eu não quis mais festas de aniversário, pois chegava na véspera e eu me lembrava do meu avô e desabava em choros e tristeza. Trocaria qualquer festa de aniversario para ter meu vô de volta.

O tempo passou ainda sinto muitas saudades dele e continuo sem comemorar meus aniversários...

Fiquei sem meu vozinho


Um dia meu avô foi diagnosticado com uma doença no pulmão, não era câncer, mas ele só tinha 1/3 do pulmão, ele já não respirava direito e precisou ser internado.

Eu tinha apenas 10 anos quando isso aconteceu e não conseguia entender muito bem o porquê de aquilo estar acontecendo logo com meu vozinho. Eu não sabia viver sem ele, mas esse dia estava cada vez mais próximo.



Uma noite, bem no aniversário dele ele foi para casa, extremamente debilitado, não conseguia falar, andar, só ficava ali, parado, mas foi muito bom vê-lo em casa... Ma minha cabeça ele já estava curado e me veria crescer, me formar na faculdade, mas isso não aconteceu. Ele foi internado novamente no dia seguinte e depois de 4 dias veio a falecer.

Sinto muitas saudades deles, porém guardo as melhores recordações possíveis que dele tive e sei que de algum lugar ele me protege e olha por mim. Quanta saudade...

Refluxo e problemas respiratórios


Aos meus 2 anos de idade eu tinha muito refluxo e por conta disso eu não parava de vomitar, tudo o que eu comia e bebia voltava...

Eu dei uma melhorada um ano depois, mas comecei a ter outro problema, agora respiratório, eu já cheguei a ficar mais de duas semanas entubado porque meus pulmões não estavam funcionando corretamente.



Fiz os tratamentos corretamente com acompanhamento médico, o tempo passou e graças a Deus hoje não sinto mais nada, nem relacionado ao refluxo nem ao problema respiratório. Penso que a vida é feita de ciclos e os desafios vêm para nos testar e nos deixar mais fortes, o importante é nunca perder a fé!

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Quando entrei em coma alcoólico


Quando era mais nova por volta dos 15 anos fui a um churrasco com algumas amigas, eu particularmente não conhecia muito bem os organizadores, mas minhas amigas confiavam neles.

Naquela ocasião eu não estava muito bem comigo mesma então tive a brilhante idéia de enfiar a cara na bebida, bebi muito, bebi de tudo, misturei várias bebidas alcoólicas; o resultado depois de horas bebendo foi um coma alcoólico, isso mesmo; entrei em coma por conta do excesso de bebida.



Aí já não me lembro de mais nada, só de acordar no hospital com minha mãe chorando de desgosto, ela não merecia passar por aquilo, dava pra ver o medo em seus olhos de que eu não me recuperasse. Me contaram que foi uma baita correria lá no churrasco, gente desesperada, gritando até chamarem uma ambulância.

O que aprendi com isso foi que a vida é uma montanha-russa, repleta de alegrias e tristezas, o que não pode ser feito é descarregar as tristezas em bebidas ou drogas, pois isso não resolve absolutamente nada, só piora as coisas.

Tive depressão


Há 6 anos eu passei por um momento muito difícil  da minha vida, aos 13 anos eu tive depressão, desde então tentei suicídio 3 vezes, tomei diversos remédios controlados, passei por psicólogos, psiquiatras. Foram anos de acompanhamento e evolução sutil, dia após dia, minha família sempre acompanhou os atendimentos e a recuperação.



Hoje me sinto mais confiante e finalmente consegui parar com os medicamentos, ainda tenho uma psicóloga que me acompanha esporadicamente para certificar de que eu não esteja recaindo.

A vida tem seus altos e baixos o importante é não se deixar abalar com eles e continuar lutando.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Ter ou não um pai pouca diferença me fez


Posso dizer que superei o fato de ter crescido sem o amor de um pai. Ele existe e às vezes o vejo, mas é como se ele não estivesse presente na minha vida, ele não me conhece, não sabe do que eu gosto de comer, não me viu nos meus piores nem nos meus melhores momentos.

Hoje sou grata por minha mãe ter me criado tão bem sozinha, talvez eu não tivesse a mesma personalidade com a presença dele.



Algumas coisas simplesmente nós temos que aceitar como são e aprender que a vida é preciosa, deixá-la de viver intensamente por mágoa de alguém não vale à pena. Recomendo que libere o perdão e siga em frente, leve, forte e feliz.

A síndrome de down


Uma preocupação que afetou toda minha família foi quando minha mãe estava grávida, fez o ultrassom e o médico lhe disse que minha irmã iria nascer com síndrome de down, ficamos todos sem reação, abalados, preocupados.

A preocupação durou toda a gestação, percebia que meus pais estavam aflitos, principalmente pensando lá no futuro dela, nas dificuldades que iria enfrentar para ser aceita na sociedade, os preconceitos que iria passar.



Foi quando ela nasceu e para a nossa surpresa ela nasceu sem a síndrome de down, linda, sorridente, hoje em dia ela é uma criança inteligente, esperta, animada e está com 1 ano e  5 meses.

A saudade da vó e a decisão por se privar de carnes


No Dia 15 de Junho de 2018 minha avó faleceu por negligência médica. Eu sofri muito, foi ela quem me criou, por mais que eu imaginasse que ela partiria, eu não estava preparada.Sofri com isso durante meses, sonhava com ela, chorava dias e noites, tentava entender o por que, mas depois de um tempo acabei compreendendo que nada é por acaso.

Hoje assimilei melhor a realidade sem ela, mas guardo com muito carinho em minha memória os bons momentos. Depois desse fato decidi parar de comer carne, fiquei 6 meses sem me alimentar de nenhum tipo de carne, porém meu erro foi não substituir com nada, nenhuma vitamina necessária para meu organismo e acabei tendo uma séria anemia, fiz transfusão de sangue e fiquei internada.



Confesso que fiquei frustrada por ter que voltar a comer carne, mas é até minha saúde se restabelecer, depois pretendo voltar com a prática vegana, mas agora de maneira correta, com acompanhamento de uma nutricionista.

Fiquei sem meu melhor amigo: meu avô


Me recordo de quando tinha dezesseis anos de idade, ao acordar com os gritos de desespero da minha mãe, foi então que recebi a pior notícia da minha vida: meu avô havia falecido! Eu não estava preparada para isso, para viver sem o cara que além de avô era um pai para mim.

Havia desanimado de tudo, eu não tinha mais alegria, pois uma pessoa importante não estaria mais ao meu lado fisicamente para me acompanhar e amparar em minhas conquistas. Com o passar do tempo pude ver que tinham pessoas que têm problemas muito maiores, entendi também que essa é a lei da vida, que ele estaria melhor onde está agora, pois já cumpriu seu papel.



Entendi que tudo tem um propósito e que não podemos reclamar, pois há pessoas que passam por coisas piores do que eu e você e isso tudo é para nos tornar mais fortes. Tenho certeza de que meu avô está olhando por mim, seja lá onde ele estiver, eu decidi não parar, sigo por aqui, por ele.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Uma vida de lembranças


Uma das situações mais difíceis que ocorreu na minha vida foi quando eu era menor, os meus pais não ainda não eram separados, nós passamos por sérias dificuldades financeiras de não ter o que comer, não ter como pagar as contas... Graças a Deus superamos essa fase.

Teve outra vez de quando eu morava no Paraná com a minha mãe, já divorciada do meu pai, e ela tinha conhecido alguém; meu padrasto (que faleceu depois de um tempo, pois foi morto a tiros no portão de casa). Hoje faz cerca de dois anos que ele se foi, só ficando as lembranças... A mensagem que quero deixar nesses relatos é que a vida é realmente um sopro, feitas de fases, de momentos, bons e ruins.



A qualquer momento isso tudo pode acabar, devemos dar mais valor, amando e honrando as pessoas que estão conosco, porque no final tudo que fica são as lembranças e memórias do que fizemos e do que deixamos de fazer.

Eu superei o medo que tinha de ficar sozinha, sem amigos.


Quando eu tinha uns treze anos eu vivia me humilhando por amizades. Não sabia sair sem uma amiga, era bem triste. Eu vivia para agradar os outros por medo de ficar sozinha. Mas com o passar do tempo eu caí na real e percebi que a melhor companhia que eu posso ter é a minha.

Quando comecei a aderir essa ideia minha vida melhorou 100%, comecei a dizer o que penso, me vestir como me sinto a vontade, tudo isso contribuiu para formar a minha identidade, contribuiu para que eu não fosse ‘sombra’ de ninguém. Penso que se não gostamos da nossa própria companhia tem algo de errado, convivemos com quem a gente é todo santo dia!



As coisas mudaram, eu amadureci; lógico, eu não deixei de ter amigos, sei que é saudável ter boas amizades (que também são diferentes de colegas superficiais), mas deixei de ser dependentes deles.

Hoje aprecio bem mais a minha companhia, se você aí que lê esse meu relato sente-se só, fique calmo (a), não entre nesse jogo de que a solidão é ruim ou de que você necessita estar inserido em grupos, o ditado popular já disse: “- antes só do que mal acompanhado”... O amor próprio vem para todos.

domingo, 1 de setembro de 2019

Um desenhista a vista


Adoro desenhar, principalmente a cultura oriental, gosto muito dos desenhos japoneses, desenho desde meus três anos e recebo muitos elogios e incentivos por conta deles.

Me identifico muito com uma personagem de um anime japonês, justamente porque ele tenta sempre ser gentil, mas acaba sempre assustando as pessoas, faz de tudo para protegê-las com todas as forças.



Eu gosto muito dela, pois ela luta pelos direitos das mulheres além de colocar a felicidade das irmãs a cima da dela. Além de ela ser um chuchu.

Meu sonho é poder viver dos desenhos, da arte em modo geral, trabalhando com isso, seja com desenhos animados ou digitais, seja para TV ou meios eletrônicos.
Vou fazer de tudo para conseguir realizar isso.



Me sinto só


Eu gosto muito de ouvir músicas melancólicas e depressivas, me sinto bem ouvindo esses sons... Não gosto do meu corpo nem de minha aparência, não gosto de homofobia, racismo e pessoas enjoadas.



Sonho em ter um restaurante ou uma confeitaria. Também quero ir para a Korea do Sul, visitar Seul, acho lindo por fotos e penso que ir para lá possa ajudar a me distrair da minha depressão, cozinhar também me faz esquecer dela... Sobre a depressão ninguém sabe, nem em casa, tento sempre ser uma pessoa sorridente para esconder minha tristeza.

Meu quarto é meu abrigo, é meu porto seguro... Além de tudo isso também sou bi sexual, mas meus pais nem desconfiam... Eu gostaria de desabafar mas não tenho com quem, fiquei feliz com a oportunidade de escrever isso, de maneira anônima, me sinto bem me expressando, sinto que não tenho com quem me abrir...
Eu não credito no Amor!

Me senti um Super Homem voando após a batia com a moto...


Certo dia estava eu na garupa de uma moto com um amigo maior de idade, porém ele estava pilotando em alta velocidade numa rodovia, a adrenalina circulava em nós até que de repente um carro os fechou, batemos na parte lateral do carro, eu nem vi o piloto amigo meu, só sei que eu voei por cima do carro e depois disso não me recordo de mais nada, pois fiquei desacordado no chão.



Acordei no hospital todo quebrado e machucado, braços e pernas, eu sentia muita dor internamente e me recordo de ver os médicos falando que havia muita chance de eu morrer. Meu amigo faleceu. Fiquei cerca de uma semana na UTI ouvindo esses boatos, porém devido aos medicamentos e principalmente a fé dos meus pais e comecei a melhorar misteriosamente, as semanas se passaram e eu recebi alta.

Tive uma segunda chance de viver, de fazer a diferença, de ser mais prudente e não reclamar, agradeço muito aos médicos, a minha família pelo apoio e orações e a Deus, ele está sempre conosco.

De obeso a fitness


Grande parte da minha infância foi muito difícil, pois eu sempre sofri bullying por eu estar a cima do peso, todos os dias em que eu ia para a escola eu sofria com isso, todo mundo me chama de gordo, baleia ente outros nomes que muito me deixavam tristes.



Foi um período muito difícil para mim e resolvi me abrir, falei com meus pais e eles me aconselharam bastante, fomos também a um médico que me recomendou praticar exercícios físicos, logo em seguida me matriculei na natação pela prefeitura mesmo, pois era gratuita e comecei a andar de bicicleta todo santo dia... Meses depois eu vi os resultados, as roupas largas, meu peso caindo e como conseqüência a perda da graça em zombarem de mim.

A conclusão que cheguei é que você deve se abrir comas pessoas que você ama e que te amam e é fundamental você buscar a mudança, pois os outros não irão mudar por você.

Um dia em que salvei minha mãe do suicídio


Nesse início de ano foi praticamente um “inferno”, estávamos com problemas financeiros, porém nunca passamos fome. Para piorar meu pai estava sendo acusado por um crime que não cometeu com sério risco de ir preso e minha mãe estava sofrendo de depressão.

Minha mãe tentou se matar duas vezes, meu pai socorreu ela na primeira e eu na segunda. Me recordo que nessa segunda vez, meu pai não estava em casa e eu estava sozinha com minha mãe. Ela se trancou no quarto e soltou um grito, ouvindo aquilo eu me senti obrigada a fazer algo, fui correndo até a casa da minha avó que ficava na mesma rua, na esperança de encontrar ela e meu pai por lá, mas não os achei, então voltei correndo. Quando chuto a porta encontro minha mãe caída com sangue espalhado, porém ela respirava, só estava desmaiada com algum ferimento.



Eu entrei em desespero, mas me controlei e fui ligar para minha tia me ajudar, mas não sei como e nem porque eu esqueci o número dela, foi terrível... Não demorou alguns minutos ela acordou, me viu com o telefone na mão e zangada perguntou para quem eu estava ligando, eu respondi que estava tentando buscar ajuda para socorrê-la, mas ela muito brava (não sei o porque) me ameaçou com uma faca e tacou o telefone no chão. Começou a gritar muito comigo, até ela resolver ir à cama e se deitar, nisso acabou dormindo.

Peguei o telefone do chão, achei o número da minha ia anotado num papel na estante da sala e liguei para ela, que veio imediatamente. Após esse episódio, cerca de duas semanas depois minha mãe me expulsou de casa. Fiquei muito triste e confuso, só que dois dias depois da expulsão meu pai veio me pedindo para voltar, me pediu para perdoá-la e relevar aquele episódio, disse que ia levar minha mãe até um psiquiatra para que ela pudesse se tratar.

Eu não me esqueci daquilo, mas voltei, após o tratamento ela melhorou, dei uma segunda chance à ela, ela se deu uma segunda chance... Percebi que todos merecem uma segunda chance. Hoje minha mãe se recuperou dessa depressão e me trata com todo o carinho do mundo, eu a amo mais do que tudo nessa vida.