Quando
eu tinha uns treze anos eu vivia me humilhando por amizades. Não sabia sair sem
uma amiga, era bem triste. Eu vivia para agradar os outros por medo de ficar
sozinha. Mas com o passar do tempo eu caí na real e percebi que a melhor
companhia que eu posso ter é a minha.
Quando
comecei a aderir essa ideia minha vida melhorou 100%, comecei a dizer o que
penso, me vestir como me sinto a vontade, tudo isso contribuiu para formar a
minha identidade, contribuiu para que eu não fosse ‘sombra’ de ninguém. Penso
que se não gostamos da nossa própria companhia tem algo de errado, convivemos
com quem a gente é todo santo dia!
As
coisas mudaram, eu amadureci; lógico, eu não deixei de ter amigos, sei que é
saudável ter boas amizades (que também são diferentes de colegas superficiais),
mas deixei de ser dependentes deles.
Hoje
aprecio bem mais a minha companhia, se você aí que lê esse meu relato sente-se
só, fique calmo (a), não entre nesse jogo de que a solidão é ruim ou de que
você necessita estar inserido em grupos, o ditado popular já disse: “- antes só
do que mal acompanhado”... O amor próprio vem para todos.

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